segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A criança fica com sequelas?

Os resultados estéticos da cirurgia de correção da fenda labiopalatina estão cada vez melhores. Caso a fenda ainda fique muito marcada, há a possibilidade de fazer novas operações, ainda durante a infância, para melhorar o aspecto estético.

O ideal é que a criança seja acompanhada também por ortodontistas, principalmente no caso de fenda palatina, para monitorar o crescimento do maxilar e dos dentes e o funcionamento da boca em geral. Em algumas crianças, a voz pode ficar anasalada, por isso pode ser aconselhável consultar um fonoaudiólogo.

No caso da fissura palatina, o bebê pode sofrer de
otites (infecções no ouvido) com mais frequência, por causa da entrada de líquido no canal do ouvido.

domingo, 6 de novembro de 2011

Dá para amamentar uma criança que tenha lábio leporino e fenda palatina?



Os bebês precisam criar um vácuo entre a boca e o mamilo da mãe para que consigam mamar bem. Crianças nascidas com lábio leporino podem ter mais dificuldade para fazer a "pega" correta no seio da mãe e criar esse vácuo, o que torna a amamentação um tanto mais complicada.
No entanto, a maioria delas acaba conseguindo mamar no peito, com a ajuda do pediatra e um pouco de criatividade das mães para encontrar uma
posição que dê certo.
Lembre-se: cada bebê é de um jeito, e às vezes bebês com o mesmo tipo de lábio leporino têm maior ou menor facilidade para a amamentação.
No caso da fissura palatina, pode ser mais difícil para o bebê conseguir sugar adequadamente. A amamentação geralmente é mais bem-sucedida em crianças que têm uma abertura pequena ou estreita no céu da boca.



Lábio leporino: tratamento

O tratamento indicado para o lábio leporino é mesmo a intervenção cirúrgica e a primeira cirurgia, a do lábio, pode ser feita entre três e seis meses de idade; a operação do palato pode ser feita entre 12 e 18 meses. A época ideal para cirurgia do lábio leporino vai depender, geralmente, de condições clínicas da criança, de aspectos morfológicos e funcionais.
Para que a criança não tenha refluxo de alimento pelo nariz até a cirurgia do palato, as mães são instruídas a desenvolver algumas técnicas de amamentação e alimentação para que o bebê consiga se desenvolver sem deficiências nutricionais.
O aleitamento materno além de ser muito importante para diversas outras coisas, é altamente recomendado para evitar as infecções, evitar a anemia e fortalecer os músculos da face e da boca do bebê.
Sem o tratamento adequado para o lábio leporino, podem surgir algumas graves conseqüências, que podem ser tanto patológicas, como perda da audição, problemas de fala e déficit nutricional, como também seqüelas psicológicas que envolvem desde o preconceito social até a rejeição por parte da familia da criança.
Por isso é sempre bom procurar orientação de todos os tipos, apoio de médicos, dentistas, fonoaudiólogos, nutricionistas e psicólogos. Com ajuda profissional tudo fica mais fácil de entender e de lidar e tanto pais quanto bebês podem viver saudavelmente e sem graves seqüelas.


Possíveis Causas do Labio Leporino

Certos fatores ambientais como drogas, alguns tipos de medicamentos (como anticonvulsivantes e corticóides), tabagismo e uso de álcool pela mãe e deficiência de ácido fólico, podem aumentar o risco de ter a fissura. Em outros casos, alguns genes e mutações genéticas podem ser os responsáveis. Assim, deve-se evitar fazer radiografias durante o período gestacional, principalmente na região abdominal.


Lábio Lepurino

Lábio leporino, nome popular da fissura labiopalatal, é uma alteração congênita, ou seja, uma alteração que já nasce com o bebê, na qual ocorre o não fechamento do lábio e/ou do palato (fenda palatina) ainda durante a gestação.
A criança com lábio leporino nasce com uma abertura no lábio ou no palato, semelhante ao focinho fendido de uma lebre (daí o nome “leporino”). A fissura labial pode apresentar-se unilateralmente, quando atinge apenas um lado do lábio; ou bilateralmente, quando há aberturas dos dois lados.
Sua gravidade varia, indo desde apenas uma cicatriz labial, até uma fissura completa, quando atinge lábio e palato. Essas fissuras de palato geram comunicação entre a cavidade oral e a cavidade nasal. Não se sabe exatamente o que causa a fissura, mas sabe-se que a interação de vários fatores (genéticos e ambientais) podem levar ao aparecimento dessa alteração.
Quando a fenda atinge o palato (fenda palatina), existe um grande risco das crianças aspirarem o alimento, o que pode provocar, em certos casos, algumas infecções como otite e pneumonia. Além disso, outra doença que é bastante presente em caso de fissura é a anemia.
Graças a técnicas como a ultrassonografia, o lábio leporino pode ser diagnosticado ainda durante a gestação, o que permite que a correção seja feita logo após o parto.


Risco De Teratogenicidade: Malformação Congênita

As medicações variam quanto ao risco de indução de teratógenicidade. Sabe-se que somente de 2 a 3% das malformações são decorrentes de medicamentos e produtos químicos.


Exemplificação:


•Talidomida: indução de malformação grave.


•Álcool: retardo mental e retardo de crescimento.


•Hormônios: Podem induzir a graus de masculinização de fetos femininos.


•Radiação: altas doses de radiação podem resultar em danos cromossômicos e possíveis retardamentos de crescimento. Normalmente encontra-se microcefalia, retardo mental e defeito na formação óssea.


•Tabagismo (alcalóides): não provocam malformações, entretanto, pode retardar crescimento fetal intra-uterino.


•Antibióticos:
Penicilinas são drogas seguras (penicilinas benzatinas, amoxicicilinas). Essas drogas não constituem risco, sendo utilizados extensivamente na gravidez.


Tetraciclinas são drogas que devem ser evitadas, pois apresenta risco aumentado de alterações dentário, devido sua impregnação em tecido ósseo em locais de calcificação ativas.


Esterptomicinas / diidrostreptomicinas em doses elevadas elevam risco de surdez em crianças, quando utilizadas em gestante devido sua ação antituberculicida.


• Anticonvulsivantes: pode causar dismorfia em feto, alteração cardíaca, retardo de crescimento fetal e fenda palatina.


• Anti-hemorrágicos / anticoagulantes: com exceção da heparina, todos podem causar teratógenicidade (segundo e terceiro trimestre de gravidez).


• Anti-neoplásicos: causam teratógenicidade, ativa ação de inibição no processo de divisão celular.


• Corticosteróide: cortisona fraca ação de risco de teratógenicidade em fetos humanos, entretanto causam anomalias em cobaias (camundongos e coelhos).


• Insulinas / hipoglicemiantes: respectivamente não apresentam riscos, entretanto em cobaias, foram observadas evidencias de ação teratogênica.


• LSD / Maconha: LSD apresenta ação teratogênica em baixo grau, entetanto não foi relatado eventual risco com a maconha. Apesar da diminuta ação teratogênica, a precaução de evitar essas drogas é muito prudente.


• Drogas tranqüilizantes: podem elevar risco de malformação congênita. Hemangiomas em região frontal podem ser descritos com uso de algumas medicações como Talidomida. Outras medicações também podem induzir riscos teratogênicos, tais como: carbonato de lítio. O uso de diazepam parece estar relacionado com fendas palatinas durante o primeiro e terceiro trimestre de gravidez.


• Agentes infecciosos: na maioria das vezes, existe um aborto espontâneo ou natimortalidade, mas malformações congênitas podem estar presentes. Existe relação causal entre virose e malformações, principalmente quando frente aos vírus da rubéola, cmv e herpes simples tipo I.

Agentes teratogênicos

Os agentes teratogênicos - ou teratógenos - são os responsáveis pelo aparecimento das malformações. Podem ser de origem genética ou ambiental.



FATORES GENÉTICOS
a) fatores gênicos: envolvem a herança dos genes que causam a anomalia. Um exemplo de malformação oriunda desse fator é a polidactilia (o indivíduo apresenta mais de cinco dedos, principalmente nas mãos).
b) fatores cromossômicos: abordam as aberrações cromossômicas representadas pelo número anormal de cromossomos. Um exemplo seria a Síndrome de Down.
FATORES AMBIENTAIS
a) agentes infecciosos: um teratógeno desse tipo é o vírus da rubéola, cuja infecção, nas primeiras quatro semanas após a concepção, possui altos riscos de gerar malformações do tipo lesões cardíacas, microcefalia (encéfalo pequeno), retardo no crescimento etc.
b) agentes químicos: envolvem substâncias químicas e drogas. Exemplos clássicos seriam o álcool (causando hipoplasia maxilar (maxila pequena), microcefalia (encéfalo pequeno) e retardo do crescimento) e a talidomida,uma droga utilizada no passado durante a gestação para alívio de enjôo (provocando focomelia, ou seja, mãos e pés inseridos diretamente no tronco) etc.
c) agentes físicos: destaca-se, principalmente, a radiação. Pode causar cegueira, defeitos cranianos e microcefalia (encéfalo pequeno).
FATORES CRONOLÓGICOS
Dependendo do estágio de desenvolvimento embrionário no qual atua o teratógeno, as manifestações das malformações são variadas. Um exemplo seria a rubéola que, se adquirida durante a sexta semana , determina o aparecimento de alterações oculares. Por outro lado, se a infecção corre na oitava semana, há o condicionamento de surdez congênita.

FATORES CONSTITUCIONAIS
A constituição genética de uma população é um fator importante de predisposição a determinado efeito teratogênico. Assim, um agente comprovadamente teratogênico para um grupo não necessariamente ou seja para indivíduos de outra espécie. A mesma afirmação é válida para populações de diferentes raças pertencentes a mesma espécie.